17.8.08

Eis que eu te vi

No início, amor, não havia nada.
Só uma respiração lenta e crua,
numa decadência imoral e nua.

Mas eu gritei à minha mente
sórdida e suja e exigi prova
da minha existência dúbia.

Eis que eu te vi.

6 comentários:

D y a n e P r i s c i l a disse...

Menina, descobri-te através da Hercília, docê mulher!
Você têm o dom de escrever coisas incríveis eu simplesmente amei. Têm um tom, forte misturado com uma sensibilidade peculiar, um olhar diferente, para coisas comuns.
Ou seja, você transforma, reconstrói parametros, paralelos e situações.
Eu gostei mesmo, a algum tempo, não elio algo e me impressiono desta forma.
Parabéns, valeu a pena ter vindo aqui!
Quero dizer-te que através da lista que a Hercília fez no blog dela "Novidade e Velharias", eu fiz um post em meu blog, uma homenagem para as listadas, espero que você leia e goste.
É simples como o que escrevo, mas verdadeiro em sua essência.

Boa semana, linkarei seu blog no meu, as pessoas merecem ler-te!

Beijos!

Beatriz Vieira disse...

Oi
Tbem te achei pela Hercilia.. e está linkada..
Adorei esse espaço
Convido para visitar:
CARTAS AO AVESSO
http://cartasaoavesso.blogspot.com

Ingrid Biann disse...

e eis que surge do nada. ;)

tão bonito e suave.

M. disse...

Pequeno,curto e pesado.
Eu amei.

Eliel disse...

Desiludida, aturdida
no papel escondida.
Inoportuna também
e quase sempre importuna.
Até vencida deve estar
selada e envelhecida.
E ainda assim a amas?
Ah!... Então deve ser neste amor que ela resiste! Quem poderá explicar a poesia?
Parabéns poeta. Jamais serás esquecida.

Alexandre P. Kaffer disse...

Muito bom poema, suscita uma interpretação muito atual aos ouvidos do leitor, muito bom!