8.9.08

Organicidade

Mas acontece que já latejava demais:
pulsava iminente e complexo pela boca
a querer se desvencilhar do corpo
que meramente o retinha interno.

E era grande demais, imponente demais:
era mais do que se pode cogitar.
Era explícito e ácido, mas lícito e tácito.

Como explicar, em linha reta, que, às vezes,
o amor é muito mais que uma mera simbiose?

7 comentários:

www.mirzesouza.blogspot.com disse...

http://www.cronopios.com.br/site/default.asp

Marcelo Novaes

Edna Federico disse...

é...difícil explicar mesmo.
Beijo

Djalma disse...

Outro belíssimo! Surpreende a sua concisão e sutileza.

Tento, mas não há como explicar, em linha reta, o que há de tão cativante nos seus textos.

Forte e longo abraço!

Lisa Alves disse...

o amor é uma terceira perna inútil... só sentimos falta quando a perdemos. Mais uma visita da Lisa, te linkei no meu novo blogger

Ricardo Menezes disse...

Eu so conseguiria explicar isso mediante a algumas doses de vodka...
beijo te mais

Perdição disse...

Bela poesia....adorei...adoro elas....ainda mais tão bem acabadas como a sua o desfecho simbiótico foi sensacional!

Dancer disse...

Passei só pra dizer que tem um selinho pra vc no meu blog!
=)

Beijinhos!