19.12.07

Dilação

Eu não queria machucar ninguém.
Eu juro, não queria.
Mas eu tinha que crescer.
Então cresci.
Fui ficando maior e maior.
Cresci minhas mãos.
Cresci minha fábrica.
Cresci minhas estradas.
Cresci meus caminhões.
Cresci o caminho que me levava ao devaneio.
Cresci também o dinheiro, que todo mundo precisa.
E quando vi estava tão grande,
mas tão grande, que eu nem mesma mais me cabia.

5 comentários:

Girassol disse...

Uma palavra: PERFEITO!!!!!!!!!!!

Beijo.

Mercúrio disse...

Ver que estamos "tão" grandes... só ao alcance de alguns

;)

belo texto

Edna Federico disse...

Feliz Natal para você!
Beijos

João Paulo disse...

Você me surpreendeu muito, não pensava que você é poeta. Muito bom os textos, adorei o poema Promessa, o mini-conto Espelho e claro, Vômito; já vomitei também um amor... Amor?...
"Cresci o caminho que me levava ao devaneio". Verso lindo!
Parabéns pela escrita sensível e objetiva.

Beijão.

João.

Dalaila disse...

Muito bom, assim se cresce.